Eu era mesmo muito bobo.Culpa do amor.Sonhei com nós dois, falando bobagens numa toalha xadrez em cima de um gramado.Entre nós, uma cesta de palha cheia de sanduíches e bolinhos.Rindo tal qual crianças, imaginávamos como seriam nossos dois filhos.Discutíamos sobre qual a melhor fase de Caetano Veloso.Planejávamos uma série de acontecimentos felizes que não tínhamos condição de realizar,por causa do destino, simplesmente.Não era muito plausível tudo que cabia em nossas conversas,mas é aí que mora o amor.Nas bobagens que fazemos juntos.Foi então que acordei, sozinho numa grande cama de casal.Ela, fumava escorada no parapeito da sacada do nosso quarto, de frente pra mim.Uma bela luz a pegava por trás e dava uma graça angelical àquela imagem.Sorte minha ter ela comigo naquele motel.Pena que ninguém vai dizer que foi por amor.

Inspirado na canção “Vagalumes Cegos”, de Cícero Lins.

Eu era mesmo muito bobo.
Culpa do amor.

Sonhei com nós dois, falando bobagens numa toalha xadrez em cima de um gramado.
Entre nós, uma cesta de palha cheia de sanduíches e bolinhos.
Rindo tal qual crianças, imaginávamos como seriam nossos dois filhos.
Discutíamos sobre qual a melhor fase de Caetano Veloso.
Planejávamos uma série de acontecimentos felizes que não tínhamos condição de realizar,
por causa do destino, simplesmente.
Não era muito plausível tudo que cabia em nossas conversas,
mas é aí que mora o amor.
Nas bobagens que fazemos juntos.

Foi então que acordei, sozinho numa grande cama de casal.
Ela, fumava escorada no parapeito da sacada do nosso quarto, de frente pra mim.
Uma bela luz a pegava por trás e dava uma graça angelical àquela imagem.
Sorte minha ter ela comigo naquele motel.

Pena que ninguém vai dizer que foi por amor.

Inspirado na canção “Vagalumes Cegos”, de Cícero Lins.